Sete cidades da região de Campinas vivem situação de alerta para dengue; entenda o que significa

Sete cidades da região de Campinas (SP) foram colocadas em situação de alerta pelo Ministério da Saúde por conta dos índices de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. A classificação está nos dados mais recentes do Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti/Levantamento de Índices Amostral (LIRAa/LIA) , da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS).

O estado de alerta ocorre quando o Índice de Infestação Predial (IIP), que é a relação entre o total de imóveis positivos para as larvas do mosquito e o número de imóveis inspecionados no monitoramento, fica entre 1 e 3,9.

Na atualização mais recente, Estiva Gerbi (SP), Hortolândia (SP), Indaiatuba (SP), Monte Mor (SP), Serra Negra (SP), Sumaré (SP) e Tuiuti (SP) apresentaram taxa dentro desse intervalo.

O que quer dizer o levantamento?

 

Segundo o Ministério da Saúde, com base no LIRAa/LIA, os gestores podem identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de criadouro predominante.

“O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito”, diz.

Ao g1, o médico infectologista André Bueno reforça que os municípios em situação de alerta devem se atentar para a necessidade de reforçar as medidas de prevenção.

“Esse índice mostra que a chance de ter o ambiente facilitador para a reprodução do mosquito está instalado, sobretudo nesta época que tem pluviosidade alta na região. Os municípios que estão com índices descontrolados precisam intensificar as estratégias de combate ao vetor”, diz.

Por outro lado, o especialista pondera que as políticas de combate enfrentam obstáculos para ser colocadas em prática. Exemplo disso é a dificuldade enfrentada pelos agentes de conseguir visitar as casas para identificar eventuais criadouros do mosquito da dengue.

“São estratégias amplamente conhecidas as que estão disponíveis como política pública, mas que não são tão fáceis de serem implantadas. Por exemplo, se tem muitos domicílios que têm recusa de receber os agentes de saúde pública para fazer a verificação de presença de criadouros, isso dificulta. A questão principal é eliminar os criadouros dentro das casas.”

Já em relação às cidades que apresentaram índices mais controlados, Bueno cita a possibilidade de isso ser um reflexo da eficácia das ações de prevenção.

“Como são todas cidades da nossa região, é pouco provável uma variação muito grande de pluviosidade e temperatura que mude as características físicas do local. Então, possivelmente, pode ser que tenham políticas de combate ao vetor da dengue mais bem estabelecidas nesses outros municípios, mas a gente precisaria olhar uma série histórica para ver se isso se comprova”, completa.

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