‘Não existe risco de desabastecimento’, garante Sindipetroleo

Após o vazamento de um documento da Petrobras, endereçado ao Governo Federal, alertando para o risco de faltar óleo diesel no segundo semestre deste ano, período crucial de escoamento da produção de grãos no país, a preocupação tomou conta do setor produtivo mato-grossense.  O diretor-executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindipetroleo), Nelson Soares Junior, garantiu que não há risco de desabastecimento no Brasil.

De acordo com o documento da Petrobras, 30% do óleo diesel usado no Brasil vem do exterior e, por causa disso, seria preciso “olhar com mais atenção” para alguns eventos já previsíveis. Entre eles, a diminuição de petróleo disponível no mercado internacional em decorrência das sanções impostas à Rússia, a temporada de furacões na América do Norte e Caribe, causando indisponibilidade nas refinarias, além do aumento no preço do barril de petróleo.

“Na minha opinião, não existe risco de desabastecimento, porque existem muitas opções de importação. Furacão na América do Norte: quando que não tem? Sobre a Guerra na Ucrânia, é uma situação que preocupa, mas a OPEP tem condições de, se necessário, ajudar o mercado. Infelizmente, o barril de petróleo voltou a subir, mas não vejo desabatescimento”, afirmou o diretor do Sindicato.

Segundo o governo federal, o país tem atualmente estoque para 40 dias ininterruptos, num eventual cenário de desabastecimento. Para Nelson Soares Júnior, é tempo mais que suficiente para “fazer o pedido de importação e o navio entregar”.

“É uma guerra estratégica. É mais uma estratégia mercadológica do que um risco real”, explica. Para ele, diante desse cenário, somente os produtores de combustível têm a ganhar.

Desde o ano passado, o Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, mantêm um grupo de trabalho com o objetivo de monitorar a situação do diesel no país. Segundo informações vazadas para a imprensa, o governo já estuda um plano emergencial para o caso de o cenário se confirmar, apesar de o discurso oficial ser de tranquilidade.

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