Mãe de Isabele se revolta com soltura de assassina da filha

A empresária Patrícia Ramos usou seu perfil no Instagram na noite de quinta-feira (08), para manifestar sua completa “indignação” com a decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que acatou recurso e mandou soltar a menor B.O.C., 16 anos, que matou Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, com um tiro no rosto em 2020.

Isabele foi assassinada 14 de julho no banheiro da casa da atiradora, no condomínio de luxo Alphaville I, em Cuiabá. O disparo atingiu a testa da adolescente, que morreu sem chances de ser socorrida.

Ainda na decisão, os magistrados alteraram a acusação de crime análogo a homicídio doloso – com intenção de matar – para homicídio culposo. Ou seja, aceitou a alegação de tiro acidental da defesa da menor.

Para a empresária, é “inconcebível” essa mudança, tendo em vista que B.C.O., era “perita” no manuseio de armas de fogo. Ela ainda enfatizou que não vai se calar “diante de tamanho absurdo”.

“Estou indignada, surpresa, aflita… minha filha não foi morta com uma arma de gatilho simples, mas uma arma que teve quer ser municiada, alimentada e carregada e a atiradora era perita nisso… foi morta sem qualquer chance de defesa!!! Desqualificar esse Crime de doloso para culposo é inconcebível!! Não vou me calar diante de tamanho absurdo!!”, lamentou em publicação.

Relembre o caso

Isabele era melhor amiga da adolescente e morava no mesmo condomínio de luxo, Alphaville I, na região do Bairro Jardim Itália. No dia do crime, a vítima havia passado a tarde na casa da então amiga e, no período da noite, foi assassinada no banheiro do quarto da adolescente.

De acordo com a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Isabele foi morta com um tiro no rosto, disparado a curta distância. Para o Ministério Público Estado (MPE), não há dúvidas quanto à intenção da atiradora de matar a adolescente.

Segundo as investigações, a arma usada para o crime foi levada pelo então namorado da adolescente, que foi condenado pela Justiça a prestar serviços comunitários. A arma era do empresário Glauco Fernando Mesquita Corrêa da Costa, pai do menino. Ele, assim como a família da acusada, era praticante de tiro esportivo.

Pela negligência com o armamento, Glauco fechou acordo de não persecução penal com o Ministério Público Estadual e pagou R$ 40 mil em multa. Já a família da atiradora ainda responde ações no Judiciário.

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