Arqueólogos acham sítio arqueológico no Cemitério da Candelária em Porto Velho

Popular | 30 de Agosto de 2018

(Foto: Pedro Bentes/G1)

(Foto: Pedro Bentes/G1)

Um sítio arqueológico foi descoberto durante obras de reparação do Cemitério da Candelária em Porto Velho. Arqueólogos acreditam que achados pertencem a período pré-colonial. Os primeiros vestígios foram encontrados nesta semana.

Pedaços de material cerâmico e estruturas que remetem a um pequeno machado foram achados por arqueólogos contratados pela Usina Hidrelétrica de Santo Antônio. No local, eles realizam uma obra de compensação após pedido do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan).

 

Depois de encontrados, os materiais seguiram para análise no Laboratório de Arqueologia da Universidade Federal de Rondônia (Unir), onde será possível saber mais sobre os achados que arqueólogos acreditam pertencer a habitantes pré-coloniais.

 

“Por estarmos no início da pesquisa, ainda não dá para definir quem eram esses habitantes. Somente que trata-se de um sítio pré-colonial. Os materiais coletados aqui seguirão higienizados e analisados. A partir dessa etapa que será possível identificar toda a cadeia operatória, associando a qual grupo esses materiais pertenciam”, descreve a arqueóloga Karlene Costa.

O sítio arqueológico, segundo o empreendimento, é importante para nortear as obras sem interferência no patrimônio histórico, como explica o coordenador de meio ambiente, Kaio Ribeiro.

 

“Os trabalhos realizados aqui servirão para o resgate da cultura e patrimônio de Porto Velho. Um dos trabalhos que fazemos é com o pessoal da arquelogia, que identificam vestígios mais antigo do próprio cemitério, que agora identificaram que há um sítio arqueológico no local. Esse trabalho servirá para nortear as obras sem implicar nesses achados históricos”, explica o coordenador.


Após concluída a obra, a promessa do empreendimento é de que o Cemitério da Candelária entre de vez na rota turística de Porto Velho. A primeira fase corresponde à demarcação do cemitério, que é tombado pelo Iphan.

 

Também é esperada a revitalização das poucas ruínas restantes do local, bem como a construção de uma trilha que levará aos poucos túmulos ainda existentes de pessoas e famílias que morreram na construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM).

Para o arqueólogo Renato Nascimento, que também participou dos achados, a descoberta do sítio arqueológico terá um papel fundamental na preservação da história de Porto Velho e de seus primeiros habitantes.


“Fiquei muito feliz, pois me formei na Unir e estou participando de uma descoberta surpreendente, um sítio que pode ter pertencido a pessoas que viveram antes da chegada dos primeiros trabalhadores da EFMM. Isso é um fato muito importante para a região, pois colabora para a história indígena local”, afirma o arqueológo.

 

A previsão é que a entrega das obras, segundo o coordenador de meio ambiente da UHE, Santo Antônio, ocorra em novembro de 2018. Após a conclusão dos trabalhos, a obra ficará sob os cuidados do poder público municipal.

• Fonte: G1/RO


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